Nesta terça-feira (11/8), as equipes de resgate na Colômbia estão intensificando suas buscas por sobreviventes, no segundo dia após o devastador terremoto de 7,4 graus que atingiu o país na manhã de segunda-feira (10/8). O número de vítimas já ultrapassa 220 mortos e mais de 500 feridos, tornando este tremor o mais forte do século no território colombiano.
O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, na região oeste da Colômbia. A intensidade do abalo sísmico foi sentida em várias partes do país, sendo Cali uma das cidades mais afetadas. Na capital do Valle del Cauca, os hospitais estão operando em condições extremas, com o principal centro médico público perdendo 70% de sua infraestrutura.
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Diante da calamidade, as autoridades locais implementaram um toque de recolher e ordenaram a presença militar nas ruas para garantir a segurança pública. Em Pereira, a situação é considerada alarmante pela prefeitura, com um grande número de feridos e pessoas ainda soterradas sob os escombros.
Na cidade de Manizales, uma das torres da famosa catedral caiu. Em Bogotá, evacuções rápidas foram realizadas em edifícios devido ao pânico causado pelos tremores e sirenes; até agora, os danos na capital são limitados a rachaduras superficiais.
O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse há apenas quatro dias, agiu rapidamente ao declarar estado de emergência nacional. Tropas e engenheiros do Exército foram enviados imediatamente para os cinco estados mais afetados para auxiliar nas operações de resgate.
Relatórios sobre infraestrutura revelam danos graves em pelo menos 18 unidades hospitalares e 52 instituições educacionais, além da interrupção total das atividades comerciais em seis aeroportos. O cenário desolador traz à tona lembranças do forte terremoto registrado em 1999 que resultou em cerca de 1.200 mortes na região cafeeira colombiana.
