Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL, recebeu a autorização para residir de forma permanente nos Estados Unidos. O governo americano concedeu o Green Card ao político neste mês, após ele ter cumprido todos os requisitos necessários desde que chegou ao país em fevereiro do ano passado.
Com a residência permanente, Eduardo poderá viver nos EUA indefinidamente e terá permissão para trabalhar e estudar legalmente. A obtenção desse documento é um processo que pode se estender por um longo período e exige a demonstração do cumprimento de vários critérios estabelecidos pelas autoridades dos Estados Unidos.
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O jornalista Paulo Figueiredo, amigo da família Bolsonaro, confirmou ao GLOBO que o Green Card foi concedido. Ele informou que o pedido foi protocolado há mais de um ano, mas somente agora foi aprovado, depois que Eduardo apresentou toda a documentação necessária e comprovou que atendia as exigências.
Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Eduardo declarou que se sente “seguro” nos Estados Unidos após receber a aprovação.
“Agradeço ao governo Trump pela consideração. Segui todos os trâmites, atendi aos critérios estabelecidos e agora tenho o resultado. Vim aos EUA com a intenção de ficar apenas alguns dias e acabei me exilando devido à perseguição no Brasil. Aqui me sinto seguro, visto que os abusos do Alexandre (de Moraes, ministro do STF) não têm efeito nenhum”, afirmou.
A concessão da residência permanente acontece em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Durante o governo Trump, novas tarifas foram impostas sobre produtos brasileiros, gerando reações adversas entre autoridades dos dois países. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele “colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo que beneficiasse o povo brasileiro”.
Condenação no STF
No mês anterior, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi acusado de tentar pressionar autoridades e buscar apoio do governo dos EUA para aplicar sanções contra membros do Judiciário brasileiro.
Essa ação estava relacionada às tentativas de interferir no julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, a uma pena total de 27 anos de prisão.
A penalidade imposta ao ex-deputado foi de quatro anos e dois meses em regime semiaberto e uma multa correspondente a cem salários mínimos. O STF também decretou sua inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena.
Permanência nos Estados Unidos
Eduardo deixou o Brasil em fevereiro do ano passado com um visto de turista que permitia sua permanência legal nos EUA por cerca de seis meses. Naquele momento, ele alegava ser alvo de perseguições por parte do Judiciário brasileiro.
Diante da limitação do visto, chegou a considerar solicitar asilo político ao governo Trump como alternativa para obter residência permanente nos Estados Unidos. Na ocasião, Jair Bolsonaro comentou que seu filho “é muito mais útil para o Brasil fora do país”.
Aliados esperavam que ele retornasse ao Brasil entre julho e agosto deste ano, coincidente com as eleições. Entre as possibilidades analisadas estavam uma candidatura ao Senado por São Paulo ou integrar uma chapa presidencial apoiada pelo pai.
Enquanto esteve nos Estados Unidos, ele perdeu seu mandato como deputado federal devido à cassação por faltas excessivas. Além disso, deixou o cargo público como escrivão da Polícia Federal.
