Na última quarta-feira (24/6), a Venezuela foi devastada por intensos terremotos, deixando um cenário de destruição massiva. Uma análise inicial realizada por cientistas da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, estima que cerca de 59 mil edificações tenham colapsado ou sofrido danos significativos devido aos tremores.
Os dois tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, tiveram seu epicentro localizado no norte do país, nas imediações de San Felipe e Yumare. O impacto das movimentações sísmicas se espalhou por toda a costa central e afetou severamente a região metropolitana de Caracas, a capital da Venezuela.
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Para determinar o número estimado de estruturas danificadas, os pesquisadores utilizaram tecnologia espacial avançada. Através dos dados obtidos pelo satélite europeu Sentinel-1, foi realizado um detalhado cruzamento de imagens da superfície venezuelana registradas antes e logo depois dos tremores.
O sistema do satélite é projetado para detectar mudanças significativas no terreno, como desabamentos repentinos ou deslocamento de escombros. As imagens mais recentes foram capturadas na manhã seguinte aos terremotos, em áreas densamente povoadas como Antímano e Petare, em Caracas.
Embora a tecnologia empregada seja altamente precisa, tanto a Nasa quanto os responsáveis pelo estudo alertam que o total estimado de 58,9 mil edificações é uma projeção inicial e não deve ser considerado um balanço final. A análise por satélite abrangeu aproximadamente 75% da área afetada, mas possui limitações inerentes ao método.
