Irã desdenha das sanções americanas e se arma para reagir a futuros ataques

No dia 25 de outubro, o Irã repudiou a recente ofensiva econômica promovida pelos Estados Unidos, afirmando estar disposto a agir em resposta a eventuais novos ataques à sua infraestrutura.

A administração iraniana confia na resiliência de seus principais parceiros comerciais para evitar que as sanções isolacionistas afetem o país.

O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, declarou em entrevista à televisão estatal que “as forças inimigas devem se preparar para um ataque”. Ele mencionou que tanto China quanto Rússia não reconhecem as medidas impostas pelo governo de Donald Trump e que outras nações também deverão resistir à pressão dos EUA.

Em paralelo, o general Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária, alertou que qualquer nova agressão ao Irã resultará em retaliações contra interesses norte-americanos e alvos estratégicos no setor energético da região.

Essas declarações surgiram após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ter exigido que outras nações cortem suas relações econômicas com Teerã.

Washington também advertiu que empresas e instituições financeiras que mantiverem laços comerciais com o Irã poderão perder acesso ao sistema financeiro baseado no dólar.

A China, maior importadora de petróleo iraniano, reafirmou que sua colaboração com o Irã está em conformidade com o direito internacional e não deve ser afetada por interferências externas. Pequim não reconhece as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos.

Apesar dos danos ocasionados pela guerra e pelo bloqueio naval imposto pelos EUA, o Irã continua capaz de atingir bases americanas e interromper o tráfego de petróleo pelo Golfo.

O país ainda controla a margem norte do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de energia.

No último dia 24, o fluxo de petróleo pela passagem foi estimado em aproximadamente 5 milhões de barris diários, conforme dados preliminares da Vortexa, empresa especializada em monitoramento marítimo.

Antes do início do conflito, esse volume ultrapassava os 20 milhões de barris diários, representando cerca de um quinto do consumo global de petróleo.

Nesta terça-feira, um petroleiro foi atingido por um projétil cuja origem ainda é desconhecida e ficou parado a cerca de 17 quilômetros da localidade de Ash Shishah, em Omã. A UKMTO, agência britânica responsável pela segurança marítima, confirmou o incidente sem atribuir responsabilidade pelo ataque.

Enquanto se prepara para uma possível resposta a essas provocações, o Irã mantém abertas as vias de negociação indireta com os Estados Unidos. O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, esteve em Teerã na segunda-feira passada para transmitir uma mensagem de Washington ao governo iraniano.

Abbas Golroo, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, comentou que essa iniciativa indica a intenção dos EUA em reativar o processo político interrompido anteriormente.

Conforme fontes do governo paquistanês revelaram, Washington estaria disposto a suspender parcialmente novas sanções antes ou durante uma eventual rodada negociadora.

O Exército paquistanês informou que a visita resultou em “avanços significativos” nas discussões visando evitar uma escalada do conflito e restaurar a navegação no Estreito de Ormuz.

A administração iraniana também considerou as conversas produtivas e prometeu divulgar os resultados nos próximos dias.

By Aconteceu de Fato

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