Artistas se unem em festival no RJ em apoio a Lula, Benedita e Jandira

Nesta segunda-feira (21), o Teatro Riachuelo, localizado na Cinelândia, se transformou em um símbolo de resistência cultural e política. Aproximadamente 700 pessoas compareceram ao “Festival Canto pela Democracia”, que contou com a vibrante apresentação de uma orquestra composta por 14 músicos do Cordão do Boitatá, sob a direção de Kiko Horta. Com mais de quatro horas de duração, o evento integrou música, arte e ativismo político, centrando-se na arrecadação de fundos e no apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, além da mobilização em prol da reeleição da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e do apoio a Benedita da Silva ao Senado.

Uma celebração de coragem e esperança

Para Jandira Feghali, o festival marca um momento culminante de uma série de encontros realizados durante a campanha eleitoral. Em suas redes sociais e em uma entrevista no local, ela descreveu a atmosfera como “mágica” e expressou seu grande entusiasmo.

“A cultura mostrou ontem sua força e consciência. É um privilégio ter tanta gente talentosa unida na defesa da nossa democracia!”, ressaltou Feghali. Ao ser indagada sobre suas sensações na ocasião, ela não hesitou: “Estou em êxtase”.

A deputada afirmou que o evento simboliza a habilidade da campanha em dialogar diretamente com o povo sobre o futuro desejado para o Brasil. “É uma honra e um privilégio participar. A nossa campanha tem a ousadia de realizar grandes eventos, mostrando nossa capacidade de conversar com as pessoas sobre o Brasil que queremos”, destacou.

Arte como forma de denúncia e celebração

O festival foi muito além do mero entretenimento, utilizando as artes para expressar os anseios democráticos presentes neste período eleitoral. Diogo Nogueira prestou homenagem ao seu pai, João Nogueira, ao interpretar “Minha Missão”, cujos versos (“Canto pra denunciar o açoite / Canto também contra a tirania”) ressoaram como um grito contra o autoritarismo. Sandra de Sá emocionou a plateia com “Bye bye Tristeza”, evocando felicidade e superação diante das dificuldades dos últimos anos. Ivan Lins trouxe à tona canções da era da ditadura como “Deixa” e “Bandeira do Divino”, enfatizando que a luta pela liberdade é incessante.

A interação entre artistas e público foi marcante. Jandira Feghali subiu ao palco duas vezes para tocar percussão: ao lado de Diogo Nogueira em “Pé na Areia” e acompanhando Sandra de Sá em “Olhos Coloridos”, simbolizando a ligação inquebrantável entre cultura popular e política institucional. O evento foi encerrado pela escola de samba Império Serrano, elevando ainda mais o clima festivo.

Figuras notáveis e rede solidária

O festival contou com diversas personalidades importantes da cena pública brasileira além dos artistas convidados — como Geraldo Azevedo, Mariana Baltar, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Beatriz Rabello, Moyseis Marques e o grupo Jongo da Serrinha. Entre os presentes estavam as atrizes Marieta Severo e Eliane Giardini, além do secretário executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, bem como outros candidatos como Carlos Minc, Dani Balbi, Marcio Filho e Lilian Behring.

Este evento consolida uma tendência observada desde julho passado, quando Jandira promoveu um grande encontro cultural no Teatro Casa Grande. Ao contrário das campanhas tradicionais onde artistas apenas “emprestam rostos”, aqui se reconhece historicamente a atuação de Jandira como autora das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, essenciais para a sobrevivência do setor cultural durante a pandemia. Apoios recebidos por figuras como Gilberto Gil, Fernanda Abreu e Carlinhos de Jesus ressaltam essa dimensão prática do trabalho parlamentar dela, que integra saúde, direitos sociais e desenvolvimento econômico por meio da cultura.

A cultura como bastião democrático

O êxito do Festival Canto pela Democracia demonstra que a esquerda brasileira encontrou na cultura não apenas uma fonte potencial de votos, mas também uma base ideológica robusta para defender a soberania nacional e os princípios democráticos. Em um contexto marcado por ataques às instituições brasileiras tanto internos quanto externos, a união de ícones da música popular brasileira (MPB), sambistas e intelectuais no coração do Rio transmite uma mensagem clara: a arte está intrinsecamente ligada à resistência política.

No tocante à campanha de Jandira Feghali, o evento reforça sua imagem como um elo vital entre Estado e sociedade civil organizada. Ao converter uma ação arrecadatória em uma celebração da identidade nacional, a deputada do PCdoB mostra que a “ousadia” de integrar estética com ética pode ter um papel crucial nesta fase final das eleições, mobilizando eleitores que enxergam na cultura um elemento fundamental para um Brasil mais justo e livre.

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By Aconteceu de Fato

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