Nesta sexta-feira (28), o Ministério do Trabalho e Emprego anunciou que, em julho de 2023, o Brasil obteve um saldo positivo de 58.568 novas contratações com registro em carteira. Este resultado é fruto de 2.262.888 admissões, contra 2.204.320 demissões durante o mesmo período.
Com isso, o número total de vínculos empregatícios formais no país atingiu a marca de 48,08 milhões.
Ao analisar os dados dos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, observa-se um aumento de empregos formais na ordem de 880.717, representando um crescimento de 1,87% no setor.
Quatro dos cinco principais grupos econômicos apresentaram resultados positivos em julho. O setor de Serviços se destacou com a criação de 24.098 empregos, seguido pela Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). O Comércio foi a única exceção, registrando uma perda de 2.056 postos.
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O levantamento revelou que 22 das 27 unidades da federação tiveram saldos positivos. Em termos absolutos, os estados que mais contribuíram foram São Paulo (17.814), Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199).
Quando analisados os percentuais relativos, os maiores aumentos foram observados no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e Piauí (0,52%).
No mês de julho, tanto homens quanto mulheres tiveram saldo positivo em contratações: foram gerados 38.085 empregos para homens e 20.483 para mulheres. A faixa etária até 24 anos teve um desempenho significativo, com um saldo positivo de 89.425 postos; por outro lado, a faixa acima de 25 anos apresentou uma redução de 30.857 vagas.
A categoria com nível médio completo registrou um acréscimo de 50.675 empregos, enquanto aqueles com nível médio incompleto somaram mais 12.027 vagas criadas; outros níveis educacionais tiveram uma perda totalizando -4.134 postos. Os dados também mostram que pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63) obtiveram saldos positivos; apenas a população branca teve um saldo negativo (-7.216).
Salário admissão
No mês passado, o salário médio real para novos contratados foi de R$ 2.419,23, representando um aumento de 0,6% em relação ao mês anterior (R$ 2.404,10), ou seja, uma variação positiva equivalente a R$ 15,13. Comparado ao mesmo mês do ano passado (julho de 2025), houve uma elevação de R$ 48,38 (2,04%).
Dentre os trabalhadores típicos, o salário real na admissão foi maior, alcançando R$ 2.456,27 — um incremento de 1,5% em comparação à média geral — enquanto os não típicos receberam em média R$ 2.142,12; este valor é inferior à média em cerca de 11,5%.
Com informações da Ascom/MTE
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