A eleição que elegeria Reinaldo Carneiro Bastos para mais um mandato à frente da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O pleito estava marcado para a próxima quarta-feira (25/03) e tinha o atual mandatário como candidato único.
De acordo com informações da imprensa, a decisão da suspensão foi tomada pela desembargadora Débora Vanessa Caús Brandão em resposta a um pedido da Liga Mauaense de Futebol, que alegou irregularidades no processo eleitoral. A desembargadora considerou existir um “risco institucional concreto” caso a eleição fosse realizada sob o novo estatuto, que permitiu a ampliação do limite de reeleições para a presidência da FPF. A Liga Mauaense argumentou que o tema não foi formalmente discutido em assembleia geral, apesar de constar em uma ata, e apontou falhas na convocação do pleito.
A FPF afirmou que pretende recorrer da decisão para garantir que a vontade da maioria dos clubes e ligas com direito a voto seja respeitada.
Além da suspensão da eleição, Reinaldo Carneiro Bastos está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo em relação a acusações de gestão fraudulenta, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro durante sua gestão na FPF. Uma das investigações aponta para a venda de uma empresa de limpeza por um valor considerado atípico pelos promotores, que suspeitam de irregularidades.
Outro caso em que o presidente da FPF e o vice-presidente, Mauro Silva, estão envolvidos é relacionado a um contrato de patrocínio de R$ 7 milhões com a Petrobras, que pode ter desrespeitado a Lei Geral do Esporte. A investigação levantou dúvidas sobre a legalidade do contrato e a possibilidade de a entidade esportiva ter sido beneficiada de forma indevida.
