A desafiadora missão de retratar nas telonas a trajetória do maior showman da história gerou incertezas e se mostrou um verdadeiro campo minado por muitos anos. Contudo, o cineasta Antoine Fuqua decidiu enfrentar esse desafio e agora apresenta a tão esperada cinebiografia “Michael”, que carrega consigo enormes expectativas.
Com sessões especiais programadas para esta terça-feira (21/4) em diversas salas de cinema pelo Brasil, a obra oferece um espetáculo musical vibrante, impulsionado por atuações notáveis. No entanto, o filme apresenta algumas falhas ao tentar suavizar certos aspectos da vida do protagonista.
Veja as fotos
Leia Também
Vingadores, Michael Jackson e mais: 5 filmes mais aguardados de 2026
,
,
,
>
No início da projeção, o jovem ator Juliano Krue Valdi impressiona com sua interpretação marcante do jovem Michael Jackson span > span > [1958 -2009]. O garoto cativa o público nas cenas em que o cantor aparece ensaiando suas primeiras músicas – é simplesmente encantador.
O trabalho realizado na direção do elenco é notável, pois estabelece uma conexão palpável entre o jovem e o ator principal, Jaafar Jackson. Este último, sobrinho do Rei do Pop e estreante na atuação, enfrentou ceticismo na indústria cinematográfica, mas rapidamente provou ter nascido para esse papel.
O resultado é frequentemente surpreendente, já que Jaafar evita cair na armadilha da mera imitação ou caricatura do ícone familiar. Ele consegue transmitir tanto a vulnerabilidade quanto a genialidade de Michael, capturando desde a melancolia no olhar até a dedicação nos bastidores dos projetos importantes. Sua performance vocal e corporal é tão cativante que justifica uma ida ao cinema para vivenciar essa experiência proporcionada pelo filme.
Colman Domingo brilha em “Michael”
Compartilhando o peso dramático da narrativa, Colman Domingo assume o desafiador papel do temido patriarca Joe Jackson e se destaca em suas participações. Sua atuação é digna de aplausos pela intensidade e complexidade que traz à figura do pai.
Domingo retrata um homem movido por uma ambição opressora, cuja rigidez moldou a genialidade do filho enquanto lhe causava danos psicológicos. No entanto, essa representação também revela uma das falhas mais evidentes da cinebiografia, que parece hesitar em abordar a brutalidade dos relatos relacionados a Joe Jackson ao longo dos anos.
Apesar da tentativa de tratar a história do artista com mais sensibilidade, muitas controvérsias cercaram sua vida ao longo do tempo. O tom visceral esperado em uma biografia é abandonado para adotar uma estética defensiva que evita temas delicados que poderiam gerar debates complicados.
A cinebiografia protegeu o legado musical de Michael Jackson?
Desde sua infância conturbada, Antoine Fuqua acerta ao destacar aspectos marcantes da trajetória do artista, como seu amor pelos animais e seu desejo de ajudar crianças. Contudo, fica a sensação de que faltaram discussões sobre temas mais complexos durante todo o filme.
Nia Long span > span > interpreta Katherine Jackson , mãe do cantor , gerando dúvidas sobre seu papel como ponto de equilíbrio na relação tensa entre pai e filho . Nesse momento crucial para os espectadores acompanharem essa fase da vida do artista , existe uma expectativa crescente para que questões mais desafiadoras sejam abordadas em possíveis sequências.
Imersão sensorial h3 >
Cineastas como Fuqua entendem que produções desse tipo demandam uma experiência visual intensa com som envolvente. Este filme faz jus a essa proposta ao reavivar a magia única que Michael Jackson exercia sobre as multidões.
É um projeto verdadeiramente grandioso, projetado para ser apreciado com volume elevado, fazendo com que os espectadores se sintam como se estivessem assistindo a uma das memoráveis performances do Rei do Pop. Embora o roteiro evite abordar tempestades intensas que marcaram tanto sua vida pública quanto pessoal , sem dúvida é um filme capaz de emocionar os fãs.
Nota :6 ,5 /10 strong > p >
iframe > p >
