Com a novela “Três Graças” se aproximando de sua conclusão na próxima sexta-feira (15), a Globo já se prepara para a estreia de uma nova antagonista que assumirá o lugar deixado por Arminda, interpretada por Grazi Massafera. Nos primeiros episódios de “Quem Ama Cuida”, Pilar, vivida por Isabel Teixeira, promete ser uma vilã tão impactante quanto a manipuladora empresária criada por Aguinaldo Silva.
Na sua estreia na trama escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, que terá sua primeira exibição no dia 18 de maio, Pilar protagoniza uma cena que remete imediatamente a um dos personagens mais memoráveis da teledramaturgia brasileira: Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall e depois por Débora Bloch em “Vale Tudo”.
Em meio ao trânsito caótico de São Paulo, sob uma forte chuva, a personagem reage de maneira impiedosa à aproximação de um homem em situação de rua. “Sai, pobre”, ela grita ao fechar a persiana do carro em resposta. Em seguida, reforça seu elitismo ao criticar a cidade: “O que me incomoda é essa gente que tomou conta dos sinais. O Centro já foi lindo; essa pobreza enfeia tudo”.
A cena evoca diretamente a icônica primeira aparição de Odete Roitman na versão original de “Vale Tudo”, onde a vilã expressava desprezo pelo país e seus cidadãos logo nas primeiras falas.
A personagem Pilar não é apenas uma mulher rica e arrogante; ela também carrega um profundo ressentimento que motiva suas ações. Irmã de Arthur, interpretado por Antonio Fagundes, ela se vê injustiçada pela vida enquanto observa seu irmão acumular riqueza e influência. Dependente dele financeiramente, Pilar reage com hostilidade ao perceber ameaças ao seu padrão de vida.
“A Pilar acredita na justiça, mas apenas sob sua própria perspectiva. Ela só consegue ver a si mesma. Tudo é filtrado através desse olhar”, explica Isabel Teixeira sobre sua personagem. “Ela cria situações para estabelecer sua própria noção de justiça. É uma inteligência mal direcionada”.
A relação entre Pilar e Arthur é marcada por rivalidades antigas e ressentimentos que remontam à infância. A vilã nunca conseguiu superar a sensação de ser menosprezada pelo irmão mais velho, um homem bem-sucedido e admirado.
“Ela sempre sentiu que Arthur gostava de humilhá-la. A dinâmica familiar era intensa e conflituosa. A novela começa exatamente nesse ponto em que talvez não haja retorno para eles”, revela a atriz.
O estado emocional instável da personagem também afeta seus filhos. Pilar transfere suas frustrações para Brigitte, interpretada por Tatá Werneck, tratando-a com indiferença enquanto idealiza Rafael e Ingrid, filhos do homem que considera seu grande amor. “Ela não é uma mãe carinhosa; é egoísta e tudo gira em torno dela”, resume Isabel.
Nos bastidores da Globo, há uma expectativa crescente em relação ao potencial da personagem Pilar para se tornar um dos assuntos mais comentados da televisão nas próximas semanas. As comparações com Arminda são inevitáveis: assim como a personagem interpretada por Grazi Massafera, Pilar também possui uma combinação de vaidade extrema, astúcia estratégica e uma visão distorcida da moralidade.
No entanto, o que se destaca é que Pilar parece ainda mais cruel e sem qualquer tentativa de ocultar isso.
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