A atriz Sherazade Medina registrou uma queixa contra José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário do governo do Rio de Janeiro, que foi exonerado após seu filho, Vitor Hugo Simonin, ter sido apontado como um dos envolvidos em um estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Com mais de meio milhão de seguidores em suas redes sociais, a influenciadora de 44 anos afirmou ter recebido mensagens misóginas, caracterizadas por ódio, desprezo, aversão ou preconceito contra mulheres, em sua página. O caso foi registrado na 12ª DP (Copacabana) e a Polícia Civil confirmou o boletim de ocorrência.
De acordo com a atriz, as mensagens foram em resposta a um dos vídeos sobre as investigações do estupro coletivo envolvendo Vitor Hugo Simonin, filho do ex-subsecretário.
“Estou sendo intimidada por José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário do governo do estado do Rio de Janeiro, e pai de Victor Hugo Simonin, um dos envolvidos no caso de estupro coletivo de uma menor na cidade do Rio de Janeiro. Quando fiz um vídeo cobrando um posicionamento do nosso governador acerca do cargo ocupado por José Carlos Costa Simonin, cheguei a ser criticada por algumas pessoas que acreditam que um pai não deve pagar pelos erros de um filho, mas o que as pessoas talvez não saibam é que não estou aqui para brincadeira nem por mero engajamento. A minha luta pelos direitos e pela vida das mulheres começou há muito tempo, desde que eu me dei conta do que é ser mulher”, disse ela, em vídeo que expôs as mensagens de José Carlos Simonin, e acrescentou: “Coopero com a polícia sempre que possível e ajudo a muitas meninas e mulheres vítimas de violência”.
Nas mensagens compartilhadas na internet e que foram enviadas à polícia, o ex-subsecretário teria escrito: “Ela é sua filha? É a sua cara. Esconde esses peitos, independente”.
Também na segunda-feira (9/3), o advogado da menor vítima de cinco acusados de estupro coletivo, Rodrigo Mondego, expôs agressões verbais que também teriam sido escritas por José Carlos Simonin em sua rede social. Em entrevista, Mondego disse que avalia ir à Justiça representar contra o ex-subsecretário por crime de coação.
