Do alerta à sentença: veja o desenrolar do processo que resultou na prisão de Hytalo Santos e Euro

As denúncias feitas por vizinhos e as investigações conduzidas pelo Ministério Público saíram da discrição após um vídeo do youtuber Felca, resultando na prisão de Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, conhecido como Euro, com mais de seis meses já ultrapassados de detenção. No sábado passado (21/2), o Tribunal de Justiça da Paraíba sentenciou os influenciadores, com Hytalo recebendo uma pena de 11 anos e 4 meses de prisão por conteúdo sexual envolvendo adolescentes, enquanto Israel Vicente foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias. Atualmente, ambos estão cumprindo a pena no Presídio do Roger, em João Pessoa.

Para relembrar os principais fatos dessa história que surpreendeu o país, o portal LeoDias organizou, de forma cronológica, os eventos que marcaram esse desfecho polêmico nas redes sociais.

As primeiras denúncias começaram em 2024

As investigações tiveram início no final de 2024 após moradores de um condomínio em Bayeux denunciarem ocorrências suspeitas envolvendo festas com adolescentes, consumo de álcool e situações inadequadas para menores.

A apuração foi dividida entre duas frentes do Ministério Público da Paraíba (MPPB): uma em Bayeux, liderada pela promotora Ana Maria França, e outra em João Pessoa, comandada pelo promotor João Arlindo.

Além do aspecto criminal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também iniciou um procedimento para investigar irregularidades como trabalho infantil digital, exploração sexual e tráfico de pessoas após uma denúncia anônima em dezembro de 2024.

6 de agosto: o vídeo que muda o rumo do caso

No dia 6 de agosto, o youtuber Felca publicou um vídeo denunciando Hytalo Santos por explorar a imagem de adolescentes em conteúdos nas redes sociais. O vídeo viralizou rapidamente, expondo práticas questionáveis envolvendo Hytalo e adolescentes nas redes sociais.

O conteúdo do vídeo expôs a relação de Hytalo com a adolescente Kamyla Santos, revelando detalhes desconfortáveis sobre a interação entre os dois.

O vídeo teve mais de 52 milhões de visualizações no canal de Felca no YouTube.

Bloqueio de redes, proibição de contato e desmonetização

Em 12 de agosto, a Justiça determinou o bloqueio das redes sociais de Hytalo, proibiu o contato com os adolescentes citados na investigação e a desmonetização de seus conteúdos.

Essa decisão teve um impacto direto na atuação digital de Hytalo, marcando um momento crucial no desenrolar do caso.

Buscas e suspeita de destruição de provas

No dia 13 de agosto, uma busca foi realizada na casa do influenciador em João Pessoa, porém, ele não foi encontrado. Suspeitas de que ele havia removido equipamentos da casa antes da chegada da polícia foram levantadas.

No dia 14 de agosto, novas buscas foram autorizadas em endereços relacionados a Hytalo, incluindo seu marido, Israel Vicente, que também passou a ser investigado, com a autorização de apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos e valores sem origem comprovada.

Prisão preventiva em São Paulo

Em 15 de agosto, os dois influenciadores foram presos em uma casa alugada em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após decisão judicial com base em indícios de tráfico humano, exploração sexual e trabalho infantil irregular.

Além disso, a prisão foi fundamentada também no risco de destruição de provas e intimidação de testemunhas. A defesa contestou a legalidade da decisão e apresentou um habeas corpus.

Justiça mantém prisão

Em 16 de agosto, o Tribunal de Justiça da Paraíba negou o pedido de liberdade do casal. Outras solicitações de soltura ao longo do processo também foram negadas, inclusive o recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

Bloqueio de bens e investigação trabalhista

Em 18 de agosto, o bloqueio de bens do casal foi determinado pela Justiça do Trabalho, podendo chegar a R$ 20 milhões para garantir potenciais indenizações. A ação do Ministério Público do Trabalho destacou práticas consideradas abusivas, como isolamento dos adolescentes, controle severo da rotina e falta de remuneração.

Transferência para a Paraíba

No dia 28 de agosto, Hytalo e Israel foram transferidos de São Paulo para João Pessoa e levados ao presídio do Roger, onde permanecem detidos desde então.

Tornam-se réus e, depois, condenados

Durante o processo, ambos se tornaram réus em esferas criminal e trabalhista. A sentença criminal foi divulgada recentemente, com Hytalo recebendo 11 anos e 4 meses de prisão, e Israel Vicente, 8 anos, 10 meses e 20 dias. Foi determinada também uma indenização por danos morais e manutenção da prisão preventiva.

Novo habeas corpus negado após condenação

Nesta terça-feira (24/2), mais um pedido de liberdade foi negado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, citando risco de fuga e necessidade de manter a ordem pública. Hytalo e Israel continuam presos enquanto as defesas se preparam para recorrer da sentença.

By Aconteceu de Fato

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