Ministério Público Federal denuncia ex-prefeito e cinco indivíduos por desvios na saúde pública em Nossa Senhora das Dores (SE)

Um contrato fraudulento de cursos para profissionais de saúde do município resultou em um desvio de pelo menos R$ 191,2 mil

O Ministério Público Federal (MPF) moveu ações civil e criminal contra o ex-prefeito de Nossa Senhora das Dores (SE), Thiago de Souza Santos, e outros cinco envolvidos por fraudes em licitação e desvio de recursos públicos da prefeitura local. Os crimes aconteceram em 2019, na Secretaria Municipal de Saúde, durante a contratação de capacitações com a empresa Aliança Consultoria e Assessoria Eireli. As investigações revelaram um pagamento irregular de R$ 191,2 mil de verbas federais repassadas pelo Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde.

Segundo apurado, a licitação foi superfaturada e os serviços contratados não foram devidamente prestados. A empresa vencedora da licitação, Aliança, não possuía os profissionais exigidos no edital e subcontratou terceiros para realizar as capacitações na área de saúde. Além disso, houve casos de pagamento por cursos que eram gratuitos. Os responsáveis pelas ações irregulares incluem, além do ex-prefeito, o ex-secretário Municipal de Saúde, a pregoeira, a responsável por elaborar o termo de referência da licitação, a sócia proprietária da empresa Aliança e seu primo, que é sócio da empresa.

A investigação do MPF e da Polícia Federal revelou diversas irregularidades na licitação, demonstrando o favorecimento à empresa Aliança. O contrato firmado após a licitação previa cursos ministrados por profissionais de nível superior, mas os requisitos não foram cumpridos. Além disso, foram encontradas fraudes nas atas de presença e no cumprimento do conteúdo programático dos cursos contratados.

Nas ações movidas, o MPF busca a punição dos envolvidos com perda de bens, ressarcimento dos danos, perda da função pública, suspensão de direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público. As penas criminais envolvem detenção ou reclusão por períodos que variam de 4 a 21 anos e 4 meses, dependendo do grau de participação de cada acusado.

By Aconteceu de Fato

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