Nesta segunda-feira (10), o Banco Central apresentou a segunda edição do Relatório de Gestão do Pix. O documento destaca os progressos alcançados no sistema de pagamentos instantâneos entre 2023 e 2025 e também traz uma visão sobre as futuras evoluções da plataforma. Um dos principais pontos abordados pela instituição é o projeto para a internacionalização do sistema.
O relatório indica que o Pix se firmou como uma das infraestruturas digitais públicas mais relevantes do Brasil. No ano de 2025, a plataforma registrou quase 80 bilhões de transações, com um volume financeiro que superou R$ 35 trilhões. Esse resultado representa um aumento de 25,7% no número de operações em comparação a 2024.
O levantamento também demonstra que aproximadamente 148 milhões de indivíduos e 12,8 milhões de empresas realizaram ou receberam pelo menos uma transação durante esse período. A base de usuários pessoas físicas já abrange cerca de 86% da população adulta brasileira, totalizando mais de 920 milhões de chaves cadastradas.
O relatório sublinha as novas funcionalidades introduzidas nos últimos três anos, incluindo o Pix por aproximação, o Pix Automático, a recorrência no Pix Agendado e a criação do autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Além dessas inovações, o Banco Central reforçou os mecanismos de segurança da plataforma e endureceu as exigências para as instituições que desejam participar do arranjo.
No que diz respeito ao futuro do meio de pagamento, uma seção específica é dedicada à internacionalização do Pix. O texto aponta que o Banco Central está atento aos modelos de transações internacionais criados por agentes privados em colaboração com instituições estrangeiras. Esses modelos já possibilitam que brasileiros usem o Pix durante viagens internacionais e permitem que não residentes utilizem a ferramenta no Brasil através de aplicativos estrangeiros.
Além da supervisão das iniciativas privadas, o Banco Central está analisando a possibilidade de conectar diretamente o Pix com sistemas de pagamentos instantâneos em outras jurisdições. O documento menciona que estão sendo discutidas tanto interligações bilaterais quanto participações em hubs multilaterais. Essas conexões facilitarão remessas internacionais e operações comerciais com disponibilização imediata dos recursos na moeda local. Entre os benefícios esperados estão a redução das tarifas, maior rapidez nas transações, ampliação do acesso e maior transparência nas operações internacionais.
A nova versão do relatório é mais robusta em comparação à edição anterior de 2023, que apenas indicava uma possível integração futura.
A agenda futura do Pix também abrange aspectos como cobrança híbrida, utilização do sistema para liquidação de duplicatas escriturais, split tributário no contexto da reforma tributária e a funcionalidade “Pix em garantia”, que permitirá usar fluxos financeiros futuros como garantia em operações creditícias.
No campo da segurança, estão planejados indicadores sobre probabilidade de fraudes, padronização dos alertas contra golpes, inclusão dos iniciadores de pagamento no MED e melhorias no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT). A evolução da infraestrutura continuará sendo realizada colaborativamente por meio do Fórum Pix, e o relatório completo pode ser acessado no site oficial do Banco Central.
O post Com R$ 35 tri movimentados, Pix projeta expansão internacional e novas funções apareceu primeiro em Vermelho.
