Na última segunda-feira (26), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, quebrou o silêncio a respeito das eleições no Brasil, reiterando a alegação infundada de que o processo eleitoral foi fraudulento. “Eu não me envolvi, mas pareceu uma eleição marcada por fraudes”, afirmou ele. Em seguida, acrescentou: “Eu aprecio o Lula. Tenho uma boa relação com ele.”
No segundo turno realizado no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Flávio Bolsonaro (PL), conquistando 51,79% dos votos válidos em comparação aos 48,21% do rival. O resultado foi ratificado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração de Trump se insere em uma crescente mobilização de seus aliados e apoiadores para deslegitimar a vitória de Lula.
<pDurante o mesmo domingo, Donald Trump Jr. compartilhou um post do advogado Martin De Luca que levantava questionamentos sobre o reconhecimento internacional do resultado eleitoral e fazia comparações entre Lula e Nicolás Maduro, um preso político que está sob custódia nos Estados Unidos. Elon Musk também replicou a postagem.
Ao afirmar que não tomou partido e simultaneamente classificar a eleição como fraudulenta, Trump reforça a narrativa defendida por bolsonaristas contrária ao resultado oficial das urnas.
