No mês de março, o Brasil registrou a criação de 228.208 novas vagas de trabalho com carteira assinada, elevando o total de vínculos formais ativos para mais de 49 milhões. Esse aumento representa uma alta de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os números fazem parte do novo sistema Caged e foram apresentados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com os dados referentes a março, o país contabiliza um total de 613.373 novas oportunidades formais geradas apenas no primeiro trimestre deste ano.
Nos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, a criação de empregos com carteira assinada ultrapassou a marca de 1,2 milhão.
Em comparação ao mês de março do ano passado, quando foram abertas 79.994 novas vagas, os resultados atuais reforçam a tendência de crescimento do mercado formal de trabalho.
Desempenho por estados e setores
A análise revela que 24 estados apresentaram resultados positivos, com destaque para São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914).
Por outro lado, Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338) apresentaram números negativos.
No que diz respeito aos setores econômicos, o setor de serviços liderou a geração de empregos no mês, criando 152.391 vagas (+0,6%).
A construção civil veio em segundo lugar com um acréscimo de 38.316 postos formais.
A indústria foi responsável pela criação de 28.336 novos empregos, seguida pelo comércio, que gerou 27.267 oportunidades.
Dados demográficos: gênero, idade e raça
Os dados do Caged indicam que as mulheres foram as principais beneficiadas neste período, com a abertura de 132.477 novas vagas, enquanto os homens conseguiram 95.731 postos.
Em relação à faixa etária, os jovens até 24 anos representaram 72,6% do total de vagas abertas no mês, correspondendo a 165.785 postos.
Analisando por raça, as contratações foram favoráveis para pardos (142.228), brancos (68.663), pretos (33.823) e amarelos (883).
No que tange ao nível educacional dos trabalhadores que ocuparam as novas vagas, aqueles com ensino médio completo lideraram com 183.037 contratações; já os formados em nível superior somaram 23.265 ocupações.
