Exportações brasileiras disparam e impulsionam alta de 39,2% na balança comercial em 2026

Os resultados da balança comercial do Brasil em 2026 são extremamente positivos, evidenciando um saldo favorável entre exportações e importações. Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), até a primeira semana de julho, o superávit acumulado foi de US$ 44,63 bilhões, marcando um aumento de 39,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

O ministério destaca que esse crescimento é impulsionado por um aumento de 11,8% nas exportações, que totalizaram US$ 190,66 bilhões. Por outro lado, as importações também avançaram, mas em um ritmo menor, com uma alta de 5,4%, somando US$ 146,03 bilhões. O resultado é um superávit que quase atinge 40% quando comparado ao período de janeiro a julho de 2025. No mesmo intervalo, a corrente de comércio—soma das exportações e importações—cresceu em 8,9%, alcançando US$ 336,70 bilhões.

Leia mais: Investidas dos EUA terão influência inédita nas eleições de 2026

O desempenho positivo da balança comercial é ainda mais notável considerando o cenário internacional desafiador. Mesmo frente à desaceleração econômica global gerada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela variação nos preços do petróleo, além das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump em determinados setores visando influenciar as eleições, o Brasil se destacou nas exportações.

1ª Semana de Julho

Os resultados já demonstram o impacto da primeira semana de julho. Nesse período específico, a balança comercial registrou um superávit de US$ 2,27 bilhões, com um impressionante aumento de 149% em comparação ao ano anterior. Esse superávit é resultado do crescimento das exportações em 40,6%, totalizando US$ 5,89 bilhões, enquanto as importações subiram em 10,4%, atingindo US$ 3,62 bilhões. A corrente de comércio neste período cresceu em 27,3%, alcançando US$ 9,51 bilhões.

A análise setorial revela que a Indústria Extrativa liderou as exportações com um montante de US$ 1,76 bilhões e uma elevação significativa de 81,7%. Em seguida está a Indústria de Transformação com exportações totalizando US$ 3,17 bilhões e crescimento de 39,4%. A Agropecuária também contribuiu com US$ 0,95 bilhões e uma alta modesta de 1,5%.

A expansão das exportações pode ser atribuída principalmente aos seguintes produtos:

  • Indústria Extrativa: Minério de ferro e seus concentrados (8,7%), minérios de cobre e seus concentrados (50,4%) e óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos crus (134,5%);
  • Indústria de Transformação: Carne bovina fresca ou congelada (43,9%), óleos combustíveis derivados do petróleo (exceto óleos brutos) (243,6%) e ouro não monetário (excluindo minérios) (148,3%);
  • Agropecuária: Café não torrado (13,6%), soja (1,3%) e algodão em bruto (90,5%).

No que diz respeito às importações por setor durante esse mesmo período analisado, houve um aumento expressivo na Indústria Extrativa com crescimento de 86,6% (US$ 0,25 bilhões), seguido pela Agropecuária com alta de 15% (US$ 0,07 bilhões) e pela Indústria de Transformação que registrou uma elevação modesta de 7,4% (US$ 3,29 bilhões).

Esse crescimento nas importações foi influenciado pelas compras dos seguintes itens:

  • Indústria Extrativa: Pedra e areia (108,7%), outros minérios e concentrados metálicos (282,8%) e óleos brutos provenientes do petróleo ou minerais betuminosos crus (183.8%);
  • Agropecuária: Trigo e centeio não moídos (15.1%), cevada não moída (559.4%) e milho não moído exceto milho doce (86.7%);
  • Indústria de Transformação: Adubos ou fertilizantes químicos exceto os brutos (32.9%), máquinas para processamento automático para registrar dados (539%) e válvulas termiônicas e transistores (116.6%).

O post Balança comercial brasileira cresce 39.2% em 2026 apareceu primeiro em Vermelho.

By Aconteceu de Fato

Confira!