A China destacou seu apoio ao direito de defesa do Irã após os recentes ataques militares realizados pelos Estados Unidos e Israel. Segundo Pequim, tais ofensivas violam princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
O governo chinês enfatizou a necessidade do fim imediato das operações militares, considerando a morte do líder supremo Ali Khamenei como uma grave violação da soberania iraniana.
Além disso, ressaltou que a proteção de civis é uma questão crucial que não deve ser desconsiderada, alertando para os riscos de uma escalada militar na região e seus impactos na segurança energética global, especialmente no Estreito de Ormuz.
Em comunicado, a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reiterou a importância de respeitar a soberania, segurança e integridade territorial do Irã, bem como a proteção de civis durante conflitos armados.
Segundo a representante, o uso indiscriminado da força é inaceitável e a única solução para a crise atual é o retorno ao diálogo entre as partes envolvidas.
Em relação à dimensão econômica da crise, Mao Ning destacou que a segurança do Estreito de Ormuz é de interesse comum internacional e que a continuidade das operações militares pode acarretar impactos na economia global.
Nas conversas telefônicas entre China e Irã, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, expressou sua reprovação aos ataques realizados no curso das negociações em andamento, reiterando o apoio da China à soberania e segurança do Irã.
A China apresentou três medidas prioritárias: cessar as operações militares, retomar as negociações e evitar ações unilaterais que possam agravar o conflito.
Por fim, na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o representante permanente da China condenou veementemente o uso da força nas relações internacionais, enfatizando que tal abordagem não é eficaz para resolver disputas e apenas intensifica o ódio e o confronto.
