O chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla denunciou nesta segunda-feira (23), em Genebra, as ações do governo de Donald Trump que, segundo ele, buscam deliberadamente criar uma “catástrofe humanitária” em Cuba ao intensificar o cerco energético contra a ilha. Durante seu discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Rodríguez afirmou que a ordem executiva assinada pelo governo dos Estados Unidos no final de janeiro ameaça países que fornecem petróleo à ilha com tarifas, resultando em um bloqueio energético.
O chanceler reconheceu que essas medidas terão impactos sociais em Cuba, mas destacou que o país está empenhado em evitar uma crise humanitária. Mesmo diante das dificuldades, ele ressaltou que Cuba buscará soluções criativas e mitigará os danos causados pela situação.
Rodríguez também destacou os esforços de Cuba para reduzir sua dependência energética, mencionando a produção significativa de petróleo bruto, investimentos em energia solar e capacidade de refino. Ele enfatizou a resistência do povo cubano ao longo de décadas de bloqueio econômico pelos Estados Unidos.
Apesar das denúncias, o chanceler afirmou que Cuba está aberta ao diálogo com os Estados Unidos, com base na igualdade soberana e no respeito mútuo. Ele ressaltou a disposição de Havana para buscar uma relação civilizada, desde que não haja pré-condições nem interferência nos assuntos internos do país.
No contexto de instabilidade internacional, com escalada militar global e uso de tarifas como forma de pressão política, Rodríguez alertou que todos os Estados-nação estão em risco. Ele enfatizou a necessidade de buscar soluções pacíficas para os conflitos, reiterando a posição de Cuba em favor do diálogo e do respeito ao direito internacional.
