Na manhã desta terça-feira (9), a apuração oficial do segundo turno das eleições presidenciais no Peru trouxe uma reviravolta: o candidato da esquerda, Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, superou a candidata de extrema direita, Keiko Fujimori. As informações foram divulgadas pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Com 95,685% das atas já contabilizadas até o momento, Sánchez obteve 50,074% dos votos, enquanto Fujimori ficou com 49,926%. Esta disputa continua a ser marcada por uma margem apertada e pela lentidão na finalização dos resultados oficiais.
Atualmente, Sánchez soma 8.901.069 votos, em contraste com os 8.874.597 de Fujimori, resultando em uma diferença de apenas 26.472 votos entre os candidatos.
A morosidade na apuração dos votos intensifica as expectativas em relação a possíveis contestações legais e conflitos políticos que podem surgir após a divulgação do resultado final.
A recente trajetória política do Peru é caracterizada por polarização intensa e crises institucionais frequentes, o que aumenta a tensão sobre como será o desfecho desta eleição.
“Faço um apelo enfático a todos os atores políticos para que respeitem o resultado, independentemente de qual for, pois o Peru necessita de estabilidade”, declarou Sánchez.
Mais de 27,3 milhões de peruanos estavam aptos a votar no segundo turno da eleição presidencial. A ONPE informou que foram montadas 90.223 mesas eleitorais em todo o território nacional.
Organizações internacionais de observação e entidades eleitorais relataram que a votação ocorreu sem incidentes graves durante todo o processo eleitoral.
Apesar disso, a mínima diferença entre os dois candidatos mantém o clima de incerteza política no país enquanto a contagem oficial se aproxima da conclusão.
