Na corrida presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se destaca, mantendo uma vantagem de 13,7 pontos em relação a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, conforme revela a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (11). No cenário estimulado, Lula acumula 42,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio alcança 28,7%.
Essa discrepância em relação aos outros concorrentes ilustra a concentração da disputa. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções, seguido por Romeu Zema (Novo) com 3,3%, e Renan Santos (Missão) com 2,8%. Os demais candidatos não ultrapassam a marca de 2%. Os votos em branco e nulos somam 6,8%, e 7,2% dos entrevistados ainda não decidiram seu voto.
No formato de pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula continua na liderança com 35,3%, enquanto Flávio obtém 22,4%. Apesar de estar inelegível, Jair Bolsonaro é mencionado por 2% dos participantes. Nessa modalidade, 31% dos entrevistados não indicaram nenhum candidato.
Lula continua à frente enquanto Flávio se destaca como opositor
A vantagem de Lula permanece praticamente inalterada desde junho. Naquele momento, ele registrou 41,8%, enquanto Flávio somava 28,2%. Assim, a diferença entre os dois continua próxima dos 14 pontos no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro se posiciona isoladamente em segundo lugar. Nenhum outro candidato alcança os 5%, evidenciando que o senador atrai o eleitorado bolsonarista e se estabelece como o principal concorrente do atual presidente na disputa eleitoral.
A pesquisa também indica que 31% dos participantes preferem um candidato diferente de Lula ou Flávio. Contudo, o presidente lidera todos os cenários de intenção de voto e se mostra à frente em todas as simulações para um possível segundo turno analisadas no levantamento.
Flávio aproxima-se da vantagem de Lula nas simulações de segundo turno
No confronto direto entre os dois candidatos em um hipotético segundo turno, nota-se uma mudança significativa. O presidente aparece com 48%, superando os 39,1% que Flávio obteve. Isso resulta em uma margem de vantagem de 8,9 pontos.
No levantamento anterior realizado em junho, Lula tinha uma aprovação de 49,3%, enquanto Flávio registrava apenas 37%. O senador avançou dois pontos percentuais desde então; por sua vez, o presidente teve uma leve queda de 1,3 ponto. A diferença entre eles diminuiu de 12,3 para 8,9 pontos; contudo, Lula permanece na dianteira.
Nos demais cenários simulados para um eventual segundo turno contra outros candidatos, a vantagem do presidente é ainda mais acentuada: ele atinge 49,1% contra os 34,9% de Romeu Zema e registra também uma vantagem sobre Ronaldo Caiado com 47,9% contra seus 35,9%.
<pEmbora Flávio seja o adversário que mais se aproxima do presidente nas intenções de voto diretas entre ambos, ainda não há equilíbrio na disputa. Dos entrevistados para esse embate direto entre os dois políticos mencionados anteriormente, cerca de 10,6% optariam por votos brancos ou nulos ou afirmaram que não votariam; além disso, há uma indecisão representada por outros 2,3%.
O potencial eleitoral reforça a liderança de Lula
A pesquisa também aponta para o potencial eleitoral do presidente. Ao somar aqueles que garantem votar nele e os que consideram essa possibilidade ao analisar cada candidato individualmente; Lula chega a impressionantes 52,6%, enquanto Flávio tem apenas 42,1% nesse quesito.
Em relação à rejeição dos candidatos nas preferências eleitorais observadas pela pesquisa: enquanto 46,2% afirmam que não votariam em Lula; este número sobe para surpreendentes 54,5% quando se fala sobre Flávio. Dessa forma,o presidente conta com um maior universo potencial de eleitores e enfrenta menos resistência do que seu principal rival. Esses dados oferecem outra perspectiva sobre sua liderança expressiva observada no primeiro turno; pois além das intenções favoráveis a ele serem superiores às dos demais concorrentes; ele também parte com um cenário mais otimista entre aqueles cuja escolha ainda está indefinida.
A dinâmica entre a liderança consolidada por Lula e um eleitorado ainda volátil
A pesquisa revela igualmente que a eleição ainda está longe de ser decidida. No contexto estimulado da pesquisa realizada recentemente; cerca de 7.2% dos participantes afirmaram estar indecisos; enquanto que na pesquisa espontânea este percentual sobe para alarmantes 31%. Além disso; há outros 31% que preferem um candidato distinto tanto de Lula quanto de Flávio.
Esse espaço será intensamente disputado durante toda a campanha eleitoral. A pesquisa indica que cerca de 42% dos entrevistados desconhecem como os candidatos estão apresentando suas propostas ao público geral. Entre aqueles que dizem ter conhecimento das mesmas; cerca de58% acreditam que as propostas são complexas e mal detalhadas.
A competição também ocorrerá em um ambiente cada vez mais distante das campanhas tradicionais na televisão. As redes sociais são citadas por aproximadamente46% dos entrevistados como o principal meio pelo qual obtêm informações sobre os candidatos; enquanto apenas34% recorrem à televisão para tal finalidade.
Dessa maneira,a pesquisa CNT/MDA oferece um panorama claro sobre o atual cenário da competição presidencial: Lula mantém uma liderança robusta no primeiro turno,já garantindo vitórias nos embates diretos simulados enquanto demonstra maior potencial junto ao eleitorado geral. Por sua vez; Flávio Bolsonaro consolida-se como o principal nome da oposição e consegue diminuir a diferença em confrontos diretos mas ainda permanece atrás do atual presidente.
Metodologia: esta é a169ª Pesquisa CNTde Opinião realizada pelo Instituto MDA entre os dias5e9de agosto,e contou com2.002 entrevistas presenciais.A margemde erroéde2.2 pontospercentuaiscom nívelde confiança95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sobo númeroBR-06935/2026.
