O poderoso amor em “Hamnet”
Assistindo a Hamnet, lembrei-me várias vezes de Bárbara Heliodora, a maior especialista na obra de William Shakespeare que tivemos no Brasil. Fiquei pensando: qual ou quais aspectos do filme ela iria espinafrar, terror que foi entre o meio teatral pelas rigorosas, quase impiedosas resenhas que do alto de sua sapiência e maestria escrevia e publicava sobre montagens diversas, que dirá de obras do, ou sobre o, imortal bardo elisabetano, fosse em palcos ou nas telas. Aclamadíssimo pelo vasto público e, ao que parece, com poucas exceções de desagrado, seria dificílimo (e inócuo) tentar um exercício assim de adivinhação quanto a…
