O mercado financeiro revisou sua previsão de inflação para o ano de 2026, marcando a primeira redução em um período de 16 semanas. O Banco Central divulgou, nesta segunda-feira (6), o boletim Focus, que aponta uma queda na expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que passou de 5,33% para 5,30%.
Simultaneamente, a projeção para a taxa Selic, que representa os juros básicos da economia, foi mantida em 14% ao ano até o final de 2026. Essa decisão reflete a percepção de que a política monetária continuará restritiva, visando atender às demandas do capital especulativo.
As previsões para o curto prazo corroboram essa tendência de diminuição da inflação. Para os próximos meses, o mercado antecipa uma inflação de 0,32% em junho, 0,30% em julho e uma variação negativa de 0,03% em agosto. Além disso, a estimativa para a inflação acumulada nos últimos 12 meses caiu de 4,14% para 4,10%, indicando uma desaceleração gradual nos aumentos de preços.
O relatório também mantém a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para o ano de 2026 e projeta que a cotação do dólar deve se estabilizar em R$ 5,20 ao final do período. Esses números sugerem que não são esperadas mudanças significativas na atividade econômica apesar da manutenção das altas taxas de juros.
O Focus é uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com instituições financeiras e reúne as principais projeções do mercado para indicadores econômicos relevantes no Brasil. Este boletim é publicado toda segunda-feira.
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com agências
A publicação sobre a redução na projeção inflacionária no Focus e a continuidade dos juros altos foi originalmente veiculada por Vermelho.
