O Brasil é projetado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) para se tornar a oitava maior economia global até 2027. Essa previsão foi divulgada na última quinta-feira (15) e indica um crescimento significativo do país sob a administração de Lula (PT), especialmente após períodos de retrocesso durante os governos de Jair Bolsonaro e Michel Temer.
Segundo as estimativas da organização, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deverá atingir US$ 2,8 trilhões, aproximadamente R$ 14,08 trilhões, superando as economias da Itália (US$ 2,77 trilhões) e da Rússia (US$ 2,68 trilhões).
Além das promissoras perspectivas para 2027, o FMI também prevê que o Brasil se manterá na oitava posição entre as economias mundiais em 2028, alcançando um PIB de US$ 2,9 trilhões. Para os anos seguintes, a tendência de crescimento deve continuar: em 2029 espera-se um PIB de US$ 3,06 trilhões; em 2030, US$ 3,22 trilhões; e em 2031, US$ 3,4 trilhões.
Esses dados referem-se ao PIB nominal e não levam em conta a distribuição da riqueza na sociedade. Por isso, é essencial que o avanço econômico ocorra junto a iniciativas de redistribuição de renda, como tem sido promovido pelo governo Lula.
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<pNeste ano, o Brasil deve finalizar com um PIB de US$ 2,65 trilhões, ocupando atualmente a décima posição no ranking. A melhor classificação já registrada foi em 2011 durante a presidência de Dilma Rousseff (PT), quando o país alcançou a sexta posição entre as maiores economias do mundo.
No ranking do FMI para 2027, os Estados Unidos lideram com um PIB de US$ 34,44 trilhões, seguidos pela China (US$ 22,94 trilhões), Alemanha (US$ 5,66 trilhões), Índia (US$ 4,52 trilhões), Reino Unido (US$ 4,49 trilhões), Japão (US$ 4,47 trilhões) e França (US$ 3,65 trilhões), todos à frente do Brasil. É interessante notar a ascensão da Índia ao quarto lugar e a queda do Japão para a sexta posição no cenário econômico global.
Rumo certo
Em uma recente entrevista à TV Globo, o presidente Lula lembrou que ao assumir o cargo em 2003, o Brasil estava na décima segunda posição mundial. Naquela época, o país tinha uma dívida de 30 bilhões de dólares com o FMI e enfrentava dificuldades econômicas.
Ao final de seu mandato oito anos depois, ele deixou o poder com o Brasil na sétima colocação global e uma reserva de 270 bilhões de dólares após quitar suas obrigações financeiras internacionais.
“Eu ainda emprestei 15 bilhões de dólares ao FMI após a crise do subprime. Agora estou novamente lidando com uma economia que era a décima segunda [na gestão Bolsonaro]. Hoje já somos décimos e no próximo ano entraremos entre as oito principais economias do mundo. O único caminho para reduzir o déficit relacionado à dívida é através do crescimento econômico e não por cortes que afetem os mais pobres”, enfatizou o presidente.
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