O mercado financeiro revisou para baixo suas expectativas de inflação para o ano de 2026. Na edição desta segunda-feira (20) do Boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC), a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustada de 5,16% para 5,15%, marcando a terceira redução consecutiva nas últimas semanas.
As demais projeções apresentaram pouca variação. Os especialistas mantiveram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para 2023, assim como a previsão de que a taxa Selic se encerrará em 14% ao ano até o final de 2026. A estimativa para a cotação do dólar também permaneceu em R$ 5,20.
Inflação
A nova edição do Focus confirma uma diminuição na expectativa de IPCA para 2026, um movimento que reforça a tendência de queda observada nas duas semanas anteriores. Apesar dessa redução, a projeção ainda se mantém acima do limite superior da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
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A série de revisões em baixa evidencia uma percepção crescente de desaceleração das expectativas inflacionárias. Embora a estimativa para o IPCA ainda exceda o teto da meta, esse fenômeno deverá ser monitorado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que os índices inflacionários são fundamentais nas decisões relacionadas à taxa básica de juros.
Para o ano de 2027, os economistas mantiveram sua previsão em 4,20%. Em contraste, a estimativa para 2028 foi elevada de 3,70% para 3,78%. Quanto a 2029, não houve alterações e a expectativa permanece em 3,50%.
PIB
No que diz respeito à expansão econômica, as projeções seguem indicando um crescimento do PIB em 1,99% para o ano de 2026.
As previsões para anos subsequentes também permaneceram essencialmente inalteradas. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 1,65%, enquanto as estimativas para os anos de 2028 e 2029 seguem fixadas em torno dos 2%.
Juros
As previsões referentes à taxa básica de juros foram mantidas sem alterações nesta versão do boletim. Espera-se que a Selic feche o ano de 2026 em torno dos 14% ao ano.
A expectativa para o ano seguinte foi conservada em 12%. Para o ano de 2028, os analistas continuam prevendo juros na faixa dos 10,50% ao ano, enquanto a projeção para o ano seguinte permanece estável em 10%.
Câmbio
<pNo mercado cambial, as expectativas em relação à cotação do dólar no final de 2026 continuam fixadas em R$ 5,20.
Para o ano seguinte (2027), essa projeção também foi reiterada em R$ 5,28. A única alteração ocorreu na estimativa para 2028, que foi reduzida de R$ 5,34 para R$ 5,30. A previsão para o ano de 2029 se mantém inalterada em R$ 5,40.
