Nesta quinta-feira (8), a Polícia Federal formalizou um acordo de delação premiada com o empresário Maurício Camisotti, marcando a primeira colaboração desse tipo nas investigações sobre as fraudes relacionadas ao INSS.
Camisotti, que se encontra detido desde setembro, admitiu a ocorrência de fraudes que envolvem o desvio de recursos destinados a aposentadorias e pensões, através de descontos irregulares provenientes de associações. O esquema teve início durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas somente começou a ser investigado sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo as apurações, Camisotti é considerado um dos principais articuladores do esquema criminoso. Ele foi um dos alvos da Operação Sem Desconto, que também resultou na prisão de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
As acusações contra ele incluem fraude na arrecadação de dívidas e corrupção para facilitar as operações ilegais.
Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS relataram que os valores movimentados pela família Camisotti no esquema são consideravelmente superiores aos atribuídos ao Careca.
Além disso, o nome do empresário já havia sido mencionado nas investigações conduzidas pela CPI da Covid, onde foi identificado como um dos financiadores da Precisa Medicamentos e implicado em um esquema de propina e superfaturamento na aquisição da vacina Covaxin durante o governo Bolsonaro (PL).
