Nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, destacando que os autores das mortes ocorridas no Brasil durante a pandemia não devem ser esquecidos.
A data escolhida para essa homenagem é 12 de março, marcando o registro da primeira fatalidade ligada ao vírus no país, em 2020.
Lula argumenta que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus antigos ministros da Saúde deveriam ser responsabilizados por crimes contra a humanidade. Segundo ele, se tivessem seguido as orientações de especialistas, poderiam ter prevenido cerca de 400 mil das 700 mil mortes causadas pela Covid-19 no Brasil.
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O presidente criticou a falta de sensibilidade de Bolsonaro, afirmando que sua comunicação frequentemente refletia uma completa ignorância sobre o tema. Ele ressaltou que havia uma demanda para que o ex-presidente formasse um comitê com especialistas e ouvisse os principais cientistas do Brasil, garantindo uma abordagem mais adequada na relação do governo com a sociedade.
Lula também levantou questionamentos sobre por que associações médicas não processaram o ex-presidente, seus ministros e os médicos que defendiam publicamente o uso da cloroquina como tratamento para a doença.
Ele ainda citou uma declaração de Bolsonaro feita em 9 de dezembro de 2020: “A pandemia está chegando ao fim e um pequeno repique pode acontecer, mas a vacina não se justifica, você vai inocular algo em você”.
“Essa afirmação foi divulgada no canal do seu filho, aquele que está nos EUA tentando organizar um golpe no Brasil”, acrescenta Lula.
O presidente enfatizou que a promulgação da lei é um passo importante para fortalecer a memória coletiva e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a proteção da vida, a ciência e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou a necessidade urgente de ouvir os especialistas, afirmando que tal escuta poderia ter evitado inúmeras mortes durante aquele período crítico.
Por essa razão, Lula ressaltou o empenho do governo em promover e facilitar o acesso à vacinação. “Estamos ampliando as oportunidades de imunização e intensificando o combate à desinformação, o que tem restaurado a confiança nas vacinas no Brasil. Consequentemente, nos últimos três anos, conseguimos reverter a queda nas taxas de vacinação. Em 2025, observamos um aumento no número de crianças imunizadas, interrompendo assim a sequência de declínios verificada até 2022”, concluiu.
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