No mês de maio, todas as 27 capitais que foram objeto de estudo pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) presenciaram um aumento nos preços da cesta básica. Essa elevação impactou diretamente o custo de vida, levando o valor necessário para sustentar uma família de quatro pessoas a quase R$ 8 mil.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente em colaboração com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), revelou que entre abril e maio, as maiores altas nos preços dos alimentos essenciais ocorreram em diversas cidades: Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%). Vale ressaltar que todos os locais analisados apresentaram elevações nos custos.
Em termos do maior valor da cesta básica, São Paulo lidera com R$ 952,20. Na sequência estão Cuiabá com R$ 925,49, Rio de Janeiro com R$ 914,48 e Florianópolis com R$ 913,43. Esses dados foram divulgados na Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, publicada na última quinta-feira (11).
Os aumentos observados têm um efeito direto no orçamento das famílias. Nos anos anteriores, o governo federal implementou medidas efetivas para controlar a inflação dos alimentos. No entanto, o cenário atual de 2026 apresenta novos desafios devido à guerra no Oriente Médio e às instabilidades políticas associadas à família Bolsonaro. Eduardo e Flávio Bolsonaro têm colaborado com grupos da extrema direita norte-americana para sugerir novas tarifas que podem impactar negativamente o Brasil, cuja relação comercial mais significativa é com os Estados Unidos.
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O Dieese destaca que o aumento no preço da cesta básica afeta diretamente o cálculo do valor mensal necessário para a subsistência familiar.
“Levando em conta a cesta mais cara em maio, que foi a de São Paulo e considerando a determinação constitucional que exige que o salário mínimo cubra as despesas básicas do trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação e outros itens essenciais, o Dieese calcula mensalmente o valor ideal do salário mínimo”, afirma o documento.
Assim sendo, para o mês de maio foi estimado que o salário mínimo necessário para sustentar uma família composta por quatro pessoas deveria ser de R$ 7.999,44 ou aproximadamente 4,93 vezes o salário mínimo reajustado para R$ 1.621.
No mês anterior, abril, esse valor era menor: R$ 7.612,49 ou cerca de 4,70 vezes o piso mínimo estabelecido.
Comparando com maio do ano anterior (2025), nota-se uma leve diminuição nessa proporção; naquela época o salário mínimo era de R$ 1.518 e o montante requerido para manter uma família de quatro pessoas estava em R$ 7.528,56 ou cerca de 4,96 vezes esse valor.
Considerando um período de doze meses entre maio de 2025 e maio de 2026, quase todas as capitais registraram aumento no custo da cesta básica. As variações foram entre 0,79% em Boa Vista e até 14,29% em Recife. A única exceção foi São Luís que apresentou uma queda nos preços da ordem de -2,52%.
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