Na abertura do seminário “Guerra Cultural e eleições” nesta sexta-feira (27), em Brasília, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que a disputa cultural está assumindo um papel cada vez mais relevante na política do país.
“O nosso PCdoB possui uma longa tradição de estudar e debater a interseção entre o ambiente cultural e os processos eleitorais. Este ano, em particular, é crucial explorarmos esses temas, pois estão profundamente interligados. A influência é ainda mais significativa do que em outros momentos, tanto devido ao avanço da tecnologia quanto à polarização política”, afirmou.
Para lidar com esse desafio, a ministra enfatizou a importância do fortalecimento da militância, do debate ideológico e da construção de narrativas compartilhadas.
“A guerra cultural, marcada pela polarização e pela disputa de sentidos, terá um impacto direto na forma como os cidadãos compreendem os fatos, formam opiniões e tomam decisões políticas”, destacou Luciana no evento promovido pela Associação Nacional de Advogados e Advogadas Pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC), com apoio da Fundação Maurício Grabois (FMG) e da União da Juventude Socialista (UJS).
Ela citou a relevância do avanço de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e como sua utilização em contextos eleitorais pode potencializar a desinformação e confundir o debate de ideias. Por isso, é essencial defender uma esfera pública saudável, onde a tecnologia seja usada para fortalecer a transparência e o conhecimento, e não como instrumento de manipulação.
Luciana ressaltou que a guerra cultural influencia diretamente o processo eleitoral, moldando o imaginário social e os conceitos de verdade e legitimidade na política.
Observando experiências internacionais, a ministra destacou a importância da dinâmica da disputa cultural nas eleições, como nos casos dos Estados Unidos, com a eleição de Donald Trump, e da Argentina, com a vitória de Milei [Javier]. Em ambos os casos, estratégias comunicacionais moldaram a disputa eleitoral e tensionaram a política tradicional.
Luciana mencionou que, nas eleições mais recentes no Brasil, a disseminação de fake news, desinformação, ataques à democracia e campanhas coordenadas em redes sociais demonstraram como os conflitos culturais moldam o processo eleitoral, influenciando expectativas, intenções de voto e decisões eleitorais.
Para encerrar, a ministra parabenizou a realização do evento e ressaltou sua importância para pensar estratégias coletivas dentro do processo democrático e ético, a fim de enfrentar a guerra cultural.
“É fundamental resgatar princípios republicanos e viver em uma democracia baseada em fatos, debates de qualidade e respeito ao pluralismo. Devemos olhar para esse processo sob a perspectiva da Justiça e do direito eleitoral, a fim de conseguirmos acompanhar essas mudanças rápidas e fornecer respostas adequadas à complexidade deste cenário”, afirmou.
O post Luciana Santos destaca relevância da disputa cultural nas eleições de 2026 apareceu primeiro em Vermelho.
