Publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23), uma resolução do Senado criou a Frente Parlamentar pela Paz Mundial. O novo colegiado surge em meio a um cenário global marcado por instabilidades, conflitos armados e crises humanitárias.
O projeto de criação, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado no Senado na semana passada.
“Esse ambiente de conflito armado propriamente dito e de extremismo produz impactos que ultrapassam as fronteiras das nações envolvidas, atingindo toda a comunidade internacional”, diz o parlamentar.
O relator, senador Paulo Paim (PT-RS), diz que os objetivos da frente são o fortalecimento da atuação do Congresso em defesa da paz mundial, o apoio à tramitação de ações parlamentares voltadas à promoção da paz, o estímulo ao desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre o tema e a articulação de políticas públicas que favoreçam a justiça social.
O parlamentar lembra que dados da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha revelam que existem mais de 100 conflitos de guerras, principalmente nas regiões da Ucrânia, no Irã, na faixa de Gaza, em Israel e em alguns países da África. Paim ainda ressaltou que a guerra no Irã envolve, de forma muito contundente, os Estados Unidos.
“A situação é dramática. Os mais afetados são sempre os mesmos: crianças, idosos, mulheres, enfim, os mais vulneráveis. É assim em todas as guerras. Que essa frente parlamentar seja um instrumento concreto de construção de um mundo mais justo, solidário e, sobretudo, em paz”, diz Paim.
Segundo a resolução, a frente terá regimento próprio, aprovado pela maioria absoluta de seus integrantes. Dela, poderão fazer parte ex-senadoras e ex-senadores e vai se reunir, preferencialmente, nas dependências do Senado.
