Durante o período de janela partidária, que ocorreu entre 5 de março e 3 de abril, 122 deputados federais realizaram trocas de partidos. Esse mecanismo permite que parlamentares mudem de sigla sem o risco de perderem seus mandatos, e a maioria deles permaneceu dentro do mesmo espectro ideológico.
A análise indica que essa movimentação resultou em uma reconfiguração das forças políticas na Câmara dos Deputados.
Um levantamento realizado pelo Congresso em Foco aponta que quase 25% dos deputados em exercício até a última semana optaram por mudar de partido.
Além disso, a avaliação do site sugere que esse fenômeno foi menos uma mudança ideológica ampla e mais um rearranjo prático com vistas às próximas eleições. “Esses fluxos demonstram que houve um realinhamento eleitoral, ao invés de uma simples dança de posições”, explica a análise.
Os parlamentares buscaram se filiar a partidos com maior estrutura nos estados, chapas mais competitivas, diretórios mais receptivos e melhores condições para sua sobrevivência política nas eleições de outubro.
Nesta movimentação, nove partidos apresentaram balanços positivos: PL (11), Podemos (11), PSB (4), Republicanos (3), PV (2), PCdoB (1), Missão (1), PSD (1) e PSDB (1).
Em contrapartida, o União Brasil experimentou o maior saldo negativo, perdendo nove deputados para o PL, cinco para o Podemos e cinco para os Republicanos. Líderes dessa legenda acreditam que essas perdas são reflexo da polarização nas disputas eleitorais, especialmente nos estados.
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O post sobre as movimentações na janela partidária na Câmara destaca as mudanças nas forças políticas.
